quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Descubra se vale a pena ter plano de saúde em Caruaru

 O que não faltam nos noticiários são reportagens sobre os problemas do sistema de saúde brasileiro, péssimas condições físicas das unidades de atendimento e hospitais em geral, falta de equipamentos, de recursos humanos, de qualificação profissional e desvio de verbas são tão comuns que já nem chamam tanto a atenção do telespectador. São horas esperando (isso quando o paciente não volta pra casa sem atendimento). É por isso que tantas pessoas tem se sacrificado para pagar um plano de saúde particular com mensalidades altas e cumprimento de carência, na busca de terem garantia de serem atendidas dignamente em caso de necessidade. 

O cliente do plano de saúde paga duas vezes, uma quando paga os impostos (que o governo deveria usar para garantir a saúde pública) e outra na mensalidade do plano, ou seja, o paciente estaria acobertado de dois lados e assim não deveria se preocupar em receber pronto atendimento, mas, será que é isso mesmo que acontece? Eis um caso ocorrido entre os dias 13 e 17 deste mês em Caruaru-PE.

Uma senhora de 74 anos usuária a 17 anos de determinado plano de saúde de abrangência nacional quebra o fêmur e cai (não foi a queda que ocasionou a quebra do fêmur e sim o inverso), dá entrada às 9h do dia 12-10-2011 em um hospital particular e o diagnóstico não poderia ser outra: cirurgia, a família leva a autorização para a administração do plano de saúde ainda pela manhã e obtém a informação que o resultado sairá às 14h30, porém só as 17h a empresa informa que a cirurgia foi autorizada, mas a família tem que pagar o material usado na operação no valor de R$12.800,00.

A paciente passa o primeiro dia e noite numa cama com dores. No dia seguinte, a família retorna ao plano de saúde e ameaça ir ao Ministério Público. Vinte minutos depois, a autorização sai, porém, quando o médico vai se preparar para cirurgia, descobre que o material autorizado não foi o solicitado e que, com este material, a paciente corria o risco de não poder nem sentar. Sendo então uma sexta-feira, já no fim do dia, a empresa que não tem um plantão para fins de semana e feriados fecha e, assim, a paciente passa mais dois dias com o fêmur quebrado e muitas dores.

 Após quatro dias de agonia e muita luta da família, enfim, a empresa autoriza a cirurgia com o material correto e, assim, a paciente é operada. Graças a Deus, ela passa bem e logo estará em casa. Final feliz? Pode ser, mas isso não muda os últimos dias de agonia de uma idosa que não podia nem ser movida ficando dia e noite imóvel, podendo desenvolver uma embolia pulmonar, entre outras complicações, sem contar ainda que se trata de uma idosa hipertensa, diabética e que tem osteoporose

Vale ainda ressaltar o péssimo atendimento do hospital PARTICULAR e de sua estrutura física, pois houve enfermeiras falando mal dos pacientes pelos corredores, camas quebradas, falta de lençóis, dentre outros problemas, a única coisa a ser elogiada foi a posição ética do médico que, além da preocupação, esteve totalmente a disposição da paciente e da família. 

Fonte: Monalisa Leandro
Tudo isso aconteceu com a minha avó e apenas quem passa sabe como dói sentir-se impotente, mediante alguém que grita de dor e que há 17 anos paga para evitar situações desse tipo. Aqui fica minha indignação e decepção com uma empresa que se atreve a dizer que é uma plano de saúde! E agora me pergunto vale a pena pagar um plano de saúde?

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