domingo, 11 de setembro de 2011

11 de setembro: dez anos

Há dez anos o mundo anda desconfiado da própria sombra. O medo faz-se presente na rotina da população e o sentimento de segurança diminui em determinadas épocas do ano. Por que a Al Qaeda atacou? Foi uma resposta aos Estados Unidos ou apenas um aviso?

Fonte: Blog Mendes & Mendes

Lembro-me dos meses anteriores ao 11 de setembro de 2011, quando o governo estadunidense provocava nações mundo afora, criando um clima de tensão em todo o planeta. Na época, cursava a graduação em Administração e observava as reações dos governos e movimentos políticos a cada pronunciamento daquele governo.

Lembro-me de estar trabalhando em meu projeto de pesquisa da iniciação científica, quando li a primeira notícia sobre o atentado no portal de notícias Terra. Imediatamente saí da sala de trabalho e fui à recepção do prédio, onde havia uma TV. Lá, a Globo já fazia sua transmissão, mostrando imagens da destruição do primeiro avião. Não voltei mais para a sala. Passei o resto do dia acompanhando as notícias em toda e qualquer TV que encontrasse. Mas, apesar de tudo, não estava surpreso.

Claro que o atentado foi assombroso, causando grande choque mundial, mas lá no fundo sabia que algo iria acontecer aos Estados Unidos! Nunca imaginaria que fosse algo assim, mas sabia que cutucar casa de marimbondo não era bom negócio. E foi exatamente isso que os Estados Unidos fizeram com o restante do mundo, principalmente com as nações islâmicas.

Fonte: UOL
Não vou julgar se os objetivos estadunidenses eram certos ou errados, ocultos ou declarados, não importa. A forma escolhida por eles para executar seus planos de política exterior poderia ter sido mais suave, menos agressiva. A Al Qaeda é um grupo terrorista? Sem dúvida. Merece ser punido? Sem dúvida. São culpados? Com certeza. Mas a culpa deles não inocenta a política exterior praticada pelo governo estadunidense da época. A Al Qaeda cometeu dezenas de crimes horríveis contra a humanidade, muito piores do que as ações desastrosas do governo Bush, mas isso não inocenta as ações daquele governo.

A Al Qaeda atacou os Estados Unidos, não a Inglaterra, França ou o Brasil. Foi aquele país em específico, porque foi uma resposta às provocações. Apesar das críticas que o governo brasileiro recebeu na era Lula, algumas, inclusive proferidas por mim, observa-se que as negociações e boas relações com as nações do mundo foram sempre o instrumento utilizado. Os Estados Unidos não negociavam, não se preocupavam em manter boas relações, pareciam mais valentões procurando briga.

Todas as batalhas e morte ocorridas após o atentado de 11 de setembro, infelizmente, tinham sua justificativa: "eu fui atacado e tive de revidar". Verdade, houve o ataque e houve o revide. O problema é que, antes do primeiro ataque, alguém chegou e disse: "ei, você, vai encarar?". Ou seja, uns cometeram erros imensamente piores do que outros, mas todos erraram.

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