sexta-feira, 17 de junho de 2011

Carta Aberta à Comunidade do CAA/UFPE

O Comando de Greve do Centro Acadêmico do Agreste publicou, hoje, uma carta à comunidade do campus, explicando as razões de sua adesão à greve nacional dos servidores técnico-administrativos das universidades públicas no dia 6 de junho.

Foto: Samuel Kissemberg

As universidades paralisadas já somam 45, conforme notícia publicada no site da Fasubra, que também fala sobre a marcha que ocorreu em Brasília/DF essa semana:
Caravanas de diversos estados ocuparam a Esplanada para exigir que o governo federal abra as negociações com o Comando Nacional de Greve (CNG-FASUBRA). [...] A marcha, com aproximadamente 7 mil trabalhadores,  foi organizada por mais de 32 entidades representativas do funcionalismo público federal que têm exigido na pauta conjunta: a paridade salarial entre trabalhadores ativos e aposentados, a incorporação das gratificações, definição de política salarial com base nas perdas causadas pela inflação, variação do PIB, e realização de concurso público.




Carta Aberta à Comunidade do Centro Acadêmico do Agreste*

   
Prezados,

Os servidores técnico-administrativos das universidades federais brasileiras estão em greve desde o dia 6 de junho para defender o direito a uma vida digna e promissora. A Universidade Pública está ameaçada, pois os serviços prestados por cidadãos de bem estão sendo deixados à própria sorte. Já estamos no mês de junho e, desde o início do ano, o Governo Federal não apresentou proposta alguma.

Nossa luta é por melhores condições de trabalho, contratação de mais pessoal via concurso público e ampliação da Universidade Pública, Gratuita e de Qualidade. Essas reivindicações são importantes para estudantes, trabalhadores, professores, que querem uma sociedade justa. Os estudantes, ao término do seu curso, provavelmente serão trabalhadores, ou talvez já o sejam. Então, imagine a seguinte situação:

  • não encontrar vaga no mercado de trabalho e nem concurso público em número suficiente, mesmo com déficit de pessoal nas Universidades;
  • ter seu salário congelado por dez anos devido a uma lei proposta pelo Governo Federal;
  • permanecer 30 anos exercendo a mesma função sem a possibilidade de evolução na “carreira”;
  • perder o direito à ascensão funcional;
  • possuir o menor salário do funcionalismo público federal, enquanto servidores com o mesmo cargo que você, apenas por serem de outros órgãos públicos, recebem três vezes mais;
  • ter grande parte da sua categoria sem reconhecimento do potencial, apesar do investimento em formação (graduação e pós-graduação);
  • estar sobrecarregado de trabalho, exercendo a atividade de dois ou mais trabalhadores, diante de uma demanda crescente;
  • trabalhar sem infraestrutura adequada, como mesas, cadeiras, banheiros, etc.;
  • ser frequentemente ameaçado ou assediado no setor;
  • no momento da aposentadoria, depois de 30 ou 35 anos de dedicação, receber a notícia que o governo vai retirar direitos e reduzir salário.
Nós, do Centro Acadêmico do Agreste, lutamos para garantir condições dignas de trabalho e o reconhecimento da nossa categoria significativa na construção de uma Universidade Pública, Gratuita e de Qualidade.

Pauta de Reivindicações

Nesta Campanha Salarial Emergencial 2011 os trabalhadores reivindicam reajuste salarial, piso de três salários mínimos e step 5%, racionalização de cargos, reposicionamento de aposentados, mudança no Anexo IV da Lei 11.091/2005 (incentivos de qualificação), devolução do vencimento básico complementar absorvido, isonomia salarial e de benefícios, contra a terceirização, revogação da Lei nº 9.632/98 (extinção do cargo de motorista), abertura imediata de concursos públicos para substituição da mão de obra terceirizada e precarizada em todos os níveis da carreira para as áreas administrativas e dos HUs e extensão das ações jurídicas transitadas e julgadas. (Reivindicações extraídas do site da www.fasubra.org.br)

 (*) Carta adaptada de documento da SINTUFSC - CLG – UFSC
Caruaru, 17 de junho de 2011

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