segunda-feira, 6 de junho de 2011

1º dia de greve dos servidores da UFPE

O Centro Acadêmico do Agreste (CAA) viveu um dia marcante hoje, dia 06 de junho de 2011. Os servidores técnico-administrativos paralisaram suas atividades a fim de aguardar o resultado da assembleia que iria ratificar a adesão da UFPE à greve nacional da categoria. Esse é o primeiro movimento de greve dos servidores do CAA desde sua criação em 2006.
Faixa do comando de greve no Campus do Agreste
Foto: Samuel Kissemberg
Pouco depois das 12 horas, o CAA recebeu a notícia de que os servidores presentes na assembleia em Recife aprovaram a adesão da UFPE ao movimento de greve nacional dos profissionais de educação das universidades federais. Houve muita discussão, mas ao final decidiu-se que a greve por tempo indeterminado é a melhor forma para forçar o governo nacional a negociar com a categoria.

No campus Recife, a adesão dos servidores ocorre aos poucos, pois o número ultrapassa 3 mil técnicos e qualquer movimento demanda tempo para organizar. No Campus do Agreste, com mais ou menos 50 técnicos em Caruaru, a adesão foi superior a 80%, demonstrando a união no centro.

Os principais setores do CAA permanecerão fechados, aguardando notícias e orientações do comando de greve em Recife. O Setor de Apoio Administrativo (SAAD), Escolaridade, Biblioteca, Laboratórios, Secretarias e Infraestrutura não estão atendendo ao público e não estão realizando trabalho interno. Todas as atividades estão paralisadas até que haja alguma recomendação do comando de greve.

Entrada do Campus do Agreste em 06/06/2011
Foto: Samuel Kissemberg
Durante todo o 1º dia, um grupo de servidores ficou na tenda de estudos, em frente à biblioteca, enquanto outros servidores trancaram as portas dos setores e lá permaneceram. Dezenas de serviços foram interrompidos, como a entrega e recebimento de malote, entraga de equipamentos multimídia para os professores, entrega de material de expediente, serviços de coordenação de curso, prestados pela Escolaridade, dentre outras.

Muitos alunos e professores demonstraram irritação e constrangimento por não conseguirem realizar suas atividades da forma como estavam acostumados, mas após procurar os servidores em greve, entenderam os motivos da paralisação e a importância do movimento para valorizar o trabalho dos servidores. À noite, a demanda pelos serviços prestados pelos técnicos encontrou as portas fechadas, mas não houve registro de tumulto ou maiores problemas. Tudo pareceu transcorrer tranquilamente.

Ainda não há afirmações de que o sindicado dos docentes também vai deflagrar greve, mas acredita-se que no final de junho o país começará a ouvir os primeiros comentários. Os docentes que hoje criticam o movimento dos técnicos, amanhã estarão procurando apoio para o movimento de greve deles. Lembrar disso é importante. Esperemos os próximos acontecimentos.

Veja também a postagem: Greve na UFPE 2012 - Calendário de Mobilizações

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