quarta-feira, 27 de abril de 2011

O que aconteceria ao corpo em uma viagem à velocidade da luz?

O site Terra apresentou um texto sobre o que ocorreria ao corpo humano em uma viagem à velocidade da luz, como ocorre com os tripulantes das naves estelares da série Star Trek.

STAR TREK
 
Muito interessante e informativo. Eles só esqueceram de comentar sobre os escudos e defletores que protegem as naves e seus tripulantes nas granges jornadas aos lugares onde nenhum homem jamais esteve. Vale a pena conferir, clicando no link abaixo.
O texto abaixo foi extraído do site do Terra. Para acessá-lo, clique no título abaixo.

1. O que aconteceria ao corpo em uma viagem à velocidade da luz?

Um dos maiores sonhos da humanidade é conseguir viajar por todo o universo e chegar às estrelas e planetas distantes do nosso Sistema Solar. Para esse propósito, precisaríamos de uma nave que viajasse a uma velocidade absurdamente alta - algo próximo da velocidade da luz. Contudo, se os astronautas têm que passar por um duro treinamento para aguentar a velocidade dos foguetes que saem do nosso planeta, o que aconteceria ao nosso corpo se viajássemos a 300 mil km/s (ou mais de 1 bilhão de km/h)?

O espaço interestelar é praticamente vazio. Para cada centímetro cúbico, os cientistas acreditam que exista cerca de dois átomos de hidrogênio - no mesmo espaço, no ar da Terra, há cerca de 30 bilhões de átomos do mesmo elemento. Em entrevista à New Scientist, o cientista William Edelstein, da Universidade de Medicina Johns Hopkins, em Baltimore, nos Estados Unidos, diz que em uma viagem próxima à velocidade da luz esse gás escasso pode fazer mais mal do que faria um ataque romulano aos tripulantes da espaçonave Enterprise - da série Star Trek.

Baseado na teoria da relatividade de Albert Einstein, pode-se calcular que, a essa velocidade, o hidrogênio que está no espaço interestelar seria transformado em uma intensa radiação que poderia, em segundos, matar os tripulantes e destruir os equipamentos eletrônicos. Segundo Edelstein, a 99,999998% da velocidade da luz, os átomos do gás gerariam uma energia de 7 teraelectron volts - a mesma energia que os prótons do Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês). "Para a tripulação, seria como encarar os raios do LHC", diz Edelstein.

O casco da espaçonave até poderia prover uma pequena proteção. Mas, segundo Edelstein, uma camada de 10 cm de alumínio poderia absorver menos de 1% da energia. Ele afirma que, como os átomos de hidrogênio tem apenas um próton no núcleo, estes poderiam expor a tripulação a uma perigosa radiação ionizante que quebraria os elos químicos do corpo e danificaria o DNA. "Os átomos de hidrogênio são minas espaciais inevitáveis", diz o cientista.

A dose fatal de radiação para humanos é 6 sieverts. Edelstein calcula que a tripulação de uma espaçonave próxima à velocidade da luz receberia o equivalente a 10 mil sieverts em apenas um segundo, o que também enfraqueceria a estrutura da nave e danificaria os eletrônicos.

O cientista ainda especula que essa seria uma boa razão para acreditar que se existem ETs, eles não poderiam chegar ao nosso planeta. Segundo Edelstein, se um alienígena foi capaz de construir uma espaçonave que viaja à velocidade da luz, neste momento ele está morto, vagando pelo espaço dentro da estrutura enfraquecida da nave e com os sistemas de navegação quebrados.

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