quinta-feira, 31 de março de 2011

O vício da rotina vicia e tranquiliza

Como a rotina pode tornar-se um vício? Vejamos...

Vício pode ser entendido como qualquer costume supérfluo, prejudicial ou censurável; enquanto rotina é uma ação ou conjunto de ações que segue um itinerário específico. Um dos antônimos de rotina é a palavra mortório, que em algumas regiões do Brasil significa a ausência de ação ou trabalho. As pessoas acreditam que o antônimo de rotina seja variação ou mudança, mas não é. Digamos que o arqui-inimigo da rotina não seja a mudança constante, mas o ócio e inatividade prolongados. Esse "arquirrival" desestimula você o suficiente até transformar seu ócio em "dor". Complicou? Então chegou a hora da historinha.
Imagine um casal em um relacionamento estável. Em algum momento, a companheira percebeu que a relação não daria certo e resolveu terminar. Tempos depois, em sua solidão, percebe que tomou a decisão errada e tenta voltar com o ex, mas este não a quer mais. O que acontece? Ela parte "pra outra". Mas, como ocorre em alguns casos, o que a moça realmente sentia falta era de um relacionamento, não da companhia do ex-namorado. Sem se dar conta disso, procura preencher esse "vazio" o mais depressa possível, escolhendo às vezes um companheiro errado. Quando isso ocorre, há um novo fim de relacionamento e um novo conjunto de sentimentos que a obriga a procurar um novo companheiro. Por não compreender direito o que sente, escolhe errado novamente, renovando o ciclo de más decisões.
A esse "ciclo" dou o nome de vício; às más decisões atribuo a causa do vício em determinado conjunto de ações. Mas como a vida costuma fazer grandes piadas, a solução para a cura desse "vício em rotina" é, pasmem vocês, o falso arqui-inimigo da rotina: a variação constante. Parece simples ou bobagem, mas não é fácil vencer um vício. Os "viciados em rotina" não aceitam uma mudança de hábitos, mesmo que eles o deixem deprimidos ou prejudiquem sua saúde. Para os viciados o que importa é a tranquilidade do vício. Para eles, não há problema em ser infeliz, desde que aquela rotina errada não seja alterada.
Não vejo problema em manter uma rotina, já que mudanças constantes costumam gerar estresse e caos, mas recusar toda e qualquer mudança pode indicar que algo está errado nessa história. Ter bom senso e procurar tomar decisões o mais racional possível, evitando as "tempestades" emocionais, poderia evitar muitos momentos infelizes.

Infelizmente, sou mais uma vítima desse vício maldito. Qual o meu tipo? Escrever postagens "sem noção" ou embasamento teórico nas madrugadas da insônia, rezando para que os textos saiam com um mínimo de decência. Infelizmente os resultados não são lá muito animadores, mas continuo a escrevê-los mesmo assim. Fazer o quê, né? Somos apenas humanos. #LLAP

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