domingo, 13 de fevereiro de 2011

Alguns problemas enfrentados em Caruaru

Antes de qualquer coisa, quero deixar claro que não faço parte de partido político algum, muito menos defendo os interesses de qualquer figura política. Desde sempre tentei me manter neutro diante de disputas dessa natureza. E mesmo diante dos casos que ocorreram na atual gestão em Caruaru, não tomarei partido. No entanto, não posso fechar os olhos diante de tantas decisões desastrosas nos últimos anos.

 Fonte: maisab.com.br
Vamos aos fatos:

1. Ameaça de mudança da feira de Caruaru, gerando conflito entre população e feirantes;
2. Crise na saúde municipal, com falta de médicos, longos períodos de greve e concursos públicos de resultados insatisfatórios;
3. Criação da Destra e os exageros cometidos pelos agentes de trânsito;
4. Duplicação da BR 104, causando desconforto, prejuízos aos comerciantes e exposição da falta de planejamento municipal;
5. Decadência do São João de Caruaru, em junho, e da Festa do Comércio, em dezembro;
6. Criação da Zona Azul no centro da cidade, gerando insatisfação na população;
7. Reforma de praças e asfaltamento de ruas às vésperas da visita do ex-presidente Lula (obras com claro interesse eleitoreiro);
8. Demolição da Vila do Forró sem consultar a população e suas representações, desobedecendo, inclusive, uma ordem judicial;
9. Promessa de criar oito parques ecológicos, mas concluído apenas um deles;
10. Expulsão dos morados de Serra dos Cavalos, um processo longo e cansativo;
11. Demissão de vários profissionais do serviço público municipal;
12. Conexão Wi-Fi gratuita em toda cidade, mas que funciona apenas no centro, além da péssima qualidade;
13. Insegurança no aeroporto;
14. Bairros esquecidos, sem obras de saneamento/iluminação/segurança.

Esses são apenas alguns exemplos dos problemas enfrentados por Caruaru, causados em sua maioria por uma gestão que não escuta seu povo. Eu fui um dos que votou e se arrependeu, pois havia depositado enorme expectativa. Em outros mandatos, esse grupo político mudou a cara da cidade para melhor, mas na situação atual, afirmo que esse novo tempo exige sangue novo. Pessoas antigas com métodos antigos não são mais suficientes para suprir as demandas da população.

O ano de 2012 traz mais uma oportunidade para a população dizer o que quer. Vejamos o que acontece.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Serviço público, apagão e os culpados

Hoje, o JC Online divulgou notícia sobre a investigação do apagão, ocorrido semana passada na região Nordeste. Segundo o jornal, documentos da Chesf mostram que o equipamento que originou o apagão tinha passado por manutenção em outubro de 2010 e que as manutenções devem ser realizadas de 4 em 4 anos. Os grandões de Brasília estão investigando e, dependendo do resultado, a Chesf pode ser multada. Mas isso seria justo?


O serviço público brasileiro sofre com ineficiência desde a época de colônia. Todos os setores apresentam problemas gerenciais, que vão desde um simples desentendimento no local de trabalho aos casos de corrupção e desvio de verbas. Isso é fato.

Os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário não demonstram interesse em resolver os problemas do país. Isso é percebido quando você vê o Legislativo, por exemplo, desperdiçando 9 meses de trabalho, discutindo problemas internos ao invés dos assuntos importantes para a população. O Executivo está mais preocupado em não tomar medidas impopulares ou contrárias a seus aliados políticos ao invés de fazer o que é certo. Por sua vez, o Judiciário mostra-se afogado em processos e discussões inúteis, enquando os grandes vilões da história brasileira estão impunes.

Notícias de apagão na rede de distribuição elétrica não causam mais surpresa ou revolta. Antes que o dia terminasse, grande parte das pessoas não lembrava mais de apagão algum. Cada um seguiu sua vida e deixou o "assunto chato" para lá. Se as regras para controlar os gastos públicos não são eficientes e suficientes para previnir eventos desastrosos como esse, por outro lado não se vê movimentos populares de protesto. O assunto é apenas deixado de lado. Enquanto houver futebol, Carnaval e BBB na televisão, os problemas gerenciais do governo que "se explodam".

A Chesf não é culpada; as companhias de saneamento, como a Compesa, não são culpadas; os bancos públicos não são culpados; as universidades públicas lentas e ineficientes não são culpadas; os hospitais públicos lotados e sujos não são culpados; as prefeituras corruptas não são culpadas, os políticos não são culpados. Quer saber quem realmente é culpado? Você.

A culpa é sua, minha, do meu vizinho, daquele cara que está caminhando do outro lado da calçada, enfim, a culpa é da população que não procura qualificar-se, que não sabe escolher seus políticos, que pensa em curto prazo e tenta levar vantagem em tudo. A culpa é dessa "cultura de malandros", multiplicada por pais irresponsáveis, escolas relapsas e impunidade para todo e qualquer criminoso.

O que fazer, então? Sinceramente eu não sei. Não tenho a resposta. Sei apenas que, ao perceber que se está atolado na lama junto com todos, tudo que nos resta é comer com os porcos na esperança de sair do chiqueiro.